Duas investigadoras portuguesas foram recentemente distinguidas pela European Crohn’s and Colitis Organisation (ECCO) com bolsas de investigação no valor de 80 000 € cada para desenvolver projectos focados na Doença de Crohn e nos mecanismos imunológicos subjacentes às Doenças Inflamatórias do Intestino (DII). Esta conquista representa um reconhecimento internacional do potencial científico português na área das DII e abre novas perspetivas para abordagens terapêuticas e diagnósticas. (Notícias U.Porto)
Sofia Barros, do grupo Nanomedicines & Translational Drug Delivery no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), propõe uma estratégia terapêutica inovadora, baseada numa terapia oral de dupla acção. Este sistema integra budesonida, um anti-inflamatório, e teduglutida, um agente promotor de regeneração epitelial, encapsulados em nanopartículas sensíveis a espécies reactivas de oxigénio. A libertação localizada destes fármacos nas zonas de inflamação intestinal visa optimizar a eficácia terapêutica e reduzir efeitos adversos comuns aos tratamentos actuais. (Notícias U.Porto)
Por sua vez, Inês Alves, do grupo Immunology, Cancer & Glycomedicine, está a aprofundar o estudo dos mecanismos imunológicos precoces que podem conduzir ao desenvolvimento das DII. A sua investigação centra-se em como alterações específicas nos glicanos (açúcares presentes à superfície das células intestinais) podem desencadear respostas imunes prejudiciais muito antes de surgir qualquer sintoma clínico. Este trabalho é essencial para a identificação de novos biomarcadores que possam permitir diagnósticos mais precoces, uma monitorização mais eficaz da progressão da doença e, potencialmente, estratégias preventivas no futuro. (Notícias U.Porto)
Este tipo de financiamento e reconhecimento internacional reflecte a importância crescente da investigação básica e translacional no combate às DII e reforça a cooperação científica europeia na busca de soluções que melhorem a qualidade de vida de todos os que vivem com DII, incluindo a Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa. (Notícias U.Porto)


