Um estudo internacional recente, realizado com a participação de médicos especialistas portugueses, procurou saber até que ponto pessoas em risco de desenvolver doença inflamatória do intestino (DII) estariam disponíveis para fazer testes preditivos e adotar medidas preventivas. Participaram 1327 pessoas de 66 países, maioritariamente pais de crianças em risco e familiares de primeiro grau de pessoas com DII.

Os resultados são muito claros: 85% dos participantes mostraram-se disponíveis para realizar testes preditivos, preferindo opções simples e pouco invasivas, como análises ao sangue, fezes ou saliva. Já os exames mais complexos e invasivos, como a colonoscopia, foram menos aceites, a não ser que garantissem um nível de certeza muito elevado.
Quanto às medidas preventivas, a aceitação foi ainda mais expressiva: 98% disseram que as adotariam. As preferidas foram mudanças na alimentação, a prática de exercício físico e o uso de probióticos — todas medidas consideradas seguras e com impacto positivo no bem-estar geral. De forma surpreendente, mais de um terço dos inquiridos mostrou abertura para considerar medicamentos imunossupressores antes mesmo do aparecimento da doença, desde que fosse comprovada a sua eficácia e segurança.
O estudo destaca ainda que fatores como o nível de conhecimento sobre a DII e a perceção do impacto da doença na qualidade de vida influenciam muito estas decisões. Pessoas que sentem mais de perto as consequências da DII tendem a estar mais disponíveis para aceitar tanto os testes como as medidas preventivas.
Estes resultados são um passo importante para compreender melhor como se pode avançar na área da prevenção da DII, ajudando médicos e investigadores a desenhar estratégias que respeitem as preferências das pessoas em risco.
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